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AÇÃO

PROJETO ENDURO ESCOLA

O “Projeto Enduro Escola – Turismo, Educação Ambiental e Recreação Esportiva Através da Prática de Trekking Ecológico”, “Enduro Escola”, elaborado pela Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (SETUR-MG), tem por objetivo incentivar a prática do Turismo Ecológico, através de caminhadas e excursões em roteiros especiais, despertando e estimulando nos alunos do Ensino Médio da Rede pública de ensino a consciência da necessidade de preservação da natureza e do patrimônio cultural.

O planejamento para o enduro era de os alunos terem aulas preparativas nas quais seriam abordados temas relacionados à preservação do meio ambiente. Foi uma atividade interdisciplinar que contou com a participação de professores de várias disciplinas da escola. Tais como:

• Biologia, com a professora Maria Auxiliadora, que trabalhou o Ecoturismo;
• Física, com a professora Kelly, que trabalhou Percurso e distância;
• Matemática, com o professor Reginaldo, que trabalhou cálculos de geometria;
• Educação Física, com o professor Marcelo, que trabalhou o Condicionamento Físico;
• Filosofia, com as professoras Rosana e Sandra, que trabalharam ética ambiental e uma lenda regional;
• História, com a professora Rosana, que trabalhou a questão do patrimônio;
• Geografia, com o professor Marcos Vinícius, que trabalhou Vegetação do Cerrado.

Além dos professores da escola, a realização do projeto contou com o apoio de Luciana Angélica Arruda do Circuito Turístico Trilha dos Inconfidentes; Itamar Christófano Silva, do Instituto Estadual de Florestas (IEF); do Clube de Orientação Serra do Lenheiro (COSELE); da Viação Presidente; do 85 Grupo Escoteiro Portas Abertas; da Polícia Ambiental; e do Corpo de Bombeiros. Na parte de Filosofia, trabalhamos a matéria com os alunos em duas aulas. Na primeira fizemos uma sessão filosófica com a lenda da Maria Engomada. E na segunda falamos sobre Ética Ambiental a partir de um texto escrito pelo Fabiano (Bolsista do PIBID/ Filosofia). 

 

MATERIAL UTILIZADO EM SALA DE AULA

 

MARIA ENGOMADA

 

Há muitos e muitos anos havia um senhor, dono de muitas terras, que vivia na região de Prados bem próximo a Serra de São José. Em uma casa muito grande e bonita o senhor José Geraldo vivia feliz com sua esposa e filhos. Viviam da agricultura e da criação de gado. Além de produzir e trabalhar a terra esse senhor ensinou seus filhos a proteger a natureza e cuidar de tudo o que havia em suas terras. Sua filha mais nova, Maria foi a que mais compreendeu e seguiu os ensinamentos do pai. Mantinha na casa um jardim invejável.

Essa família tinha como vizinho outro senhor igualmente dono das terras, o Senhor José Maria. Além da agricultura e da criação de gado também explorava uma pedreira que havia em seus terrenos e que fazia divisa com o senhor José Geraldo. O maior sonho de José Maria era comprar parte das terras do vizinho onde ficava a pedreira, pois pretendia explorá-la. Senhor José Geraldo e família resistiram e protegiam a pedreira.

Mas devido a um capricho do destino, o senhor José Geraldo fica muito doente e para cuidar dele a família precisa vender uma parte das terras e nelas estava a pedreira tão cobiçada pelo senhor José Maria. Ele comprou a que pôde e logo começou a destruição da natureza retirando pedras e mais pedras da Serra. Maria, muito entristecida, tenta seu José Maria a não explorar dessa forma as terras vendidas para salvar o pai. Sua tentativa foi inútil, pois seu José Maria achava que achava que a terra existia para ser explorada pelo homem, que dela deve tirar todo proveito sem se preocupar com mais nada: “Terra foi feita com tanta fartura para ser usada”, dizia rindo dos cuidados e preocupações de Maria.

Assim dia após dia, Maria via a Serra ser devastada e o que era uma mata verde e diversificada se transforma em uma cratera branca e acinzentada. Quanto mais crescia a cratera, mais a tristeza de Maria aumentava, consumindo seu coração e tirando-lhe o gosto pela vida e a crença nos homens.

De tanto sofrer Maria cai doente. A família desesperada chama seu José Maria na esperança de que ele se compadecesse com a doença de Maria e parasse de explorar a pedreira. Mas nada sensibiliza este homem tão pedra como todas as outras da Serra.

Maria promete que vai fazer de tudo para proteger a Serra, mesmo que não seja nesta vida. Como se adivinhasse seu próprio destino, pouco depois dessa promessa, Maria morre. Enterraram-na ao pé da Serra e nela puseram um vestido branco que simbolizava sua pureza e seu desejo de proteção à Serra. Não só a tristeza, mas também a revolta cresce em todos na cidadezinha. Muitos culpavam seu José Maria pelo ocorrido.

Alguns meses depois começaram a surgir rumores na pequena cidade sobre um clarão muito forte que surgia nas noites de lua nova lá pelos lados da pedreira. Muitos não acreditam, até que um dia, no momento em que a exploração na pedreira estava em atividade intensa, aparece um vulto de mulher vestida de branco e que exigia que os homens abandonassem aquele trabalho, pois aquele lugar lhe pertencia e era seu dever cuidar dele e protegê-lo.

Dizia que quem não a obedecesse seria perseguido até o último dia de vida. Quanto mais nervosa ficava, mais crescia, até se tornar uma mulher de dois metros de altura. O susto foi tão grande que saíram correndo e nunca mais quiseram voltar ao local. A notícia correu a cidade e seu José Maria não conseguiu mais trabalhadores para sua pedreira. Teve de parar a exploração. Por ali o mato cresceu novamente e o acesso à pedreira ficou bastante difícil.

Anos mais tarde, o bisneto de seu José Maria e que também tinha o nome do bisavô, acreditando que tudo quanto contavam eram lenda e crendices, resolve ativar a exploração da pedreira. Consegue trabalhadores, abre caminho e inicia a retirada das pedras. Os clarões começam a ser vistos na direção da pedreira nas noites de lua nova. Os mais velhos da cidade contam as histórias que ouviram quando crianças sobre uma mulher chamada Maria, vestida de branco, e que crescia até dois metros e brilhava muito à medida que ficava nervosa, pois não obedeciam a sua ordem de abandonar a pedreira. José Maria e seus trabalhadores achavam tudo bobagem a crendice de pessoas ignorantes.

Certo dia, enquanto trabalhavam, ouviram um estrondo muito forte. Quando olharam para trás havia um buraco enorme onde era a estrada que saía da pedreira e dele surgia uma mulher muito, muito alta, brilhante e que com voz assustadora e aguda exigia que abandonassem o local. Eles, apavorados, começaram a correr e contam que atravessaram a Serra sem olhar para trás e chegaram até Tiradentes. Nunca mais quiseram por os pés no lado da pedreira.

Atualmente há um tetraneto do senhor José Maria que quer explorar a pedreira. Segundo ele tudo isso não passa de folclore e história sem pé nem cabeça do povo antigo. Ele anda a procura de trabalhadores. Quem se habilita? Querem conferir a verdade?

 

Adaptação livre de um conto folclórico da região de Prados, feita por Emiliana da Consolação Ladeira de Castilho

 

 

 

 

 

 
 
 
 
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